Governo insiste em levar Ministros para defesa de Dilma. Esperança que no Senado estratégia funcione 

Mário Flávio - 27.04.2016 às 14:50h


Os defensores do Governo apostam em uma tese que até agora não funcionou para reverter o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os ministros José Eduardo Cardoso (AGU), Kátia Abreu (Agricultura) e Nelson Barbosa (Fazenda) vão ser ouvidos na Comissão do Impeachment no Senado para tentar convencer aos senadores que as chamadas “pedaladas” fiscais não são crime de responsabilidade. Os três serão ouvidos na próxima sexta-feira (29) pelos membros da Comissão. 

Na Câmara e no STF as participações dos ministros não deram resultado e a votação no Congresso foi avassaladora contra o governo. Membro suplente do colegiado, o senador Pernambucano Humberto Costa, defendeu ainda a ida de um representante do Banco do Brasil para explicar o contrato de prestação de serviços que a instituição financeira mantém com o Governo Federal para operar o Plano Safra. O fato está na denúncia analisada pelos parlamentares.

“Porém, infelizmente, aqui nós vamos ter dois tipos de voto: o dos que sabem que não há crime e vão votar contra o impeachment, e o dos que sabem que não há crime e, mesmo assim, vão votar a favor do impeachment”, resumiu. 
Além disso, serão ouvidos, no próximo dia 3 de maio, por sugestão dos parlamentares governistas, os professores Geraldo Luiz Mascarenhas Prado e Ricardo Lodi Ribeiro, além do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcello Lavenère.  Com maioria na oposição, a expectativa é que a Comissão aprove o afastamento por 180 dias da presidente Dilma. Além disso, o relator é do PSDB, senador Antônio Anastasia, aliado de primeira ordem do tucano Aécio Neves.