A articulação para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal do Recife avançou e já reúne 12 assinaturas. A iniciativa, apresentada pelo vereador Thiago Medina, pretende apurar a nomeação de um procurador na cota destinada a pessoas com deficiência na Procuradoria do Município. Para que a comissão seja formalmente instalada, ainda é necessário alcançar o mínimo de 13 apoios.
Nesta nova etapa, a vereadora Jô Cavalcanti (PSOL) anunciou adesão ao pedido. Mais cedo, a vereadora Flávia de Nadegi (PV) também havia formalizado assinatura, ampliando o número de parlamentares favoráveis à investigação. A movimentação ocorre em meio ao debate sobre a legalidade da nomeação do advogado Lucas Vieira Silva para a Procuradoria Geral do Município.
De acordo com o requerimento, o advogado teria sido aprovado originalmente na 63ª colocação no concurso público e, três anos após o certame, passou a ocupar a primeira posição na lista de candidatos da cota para pessoas com deficiência. O caso envolve a gestão do prefeito João Campos e motivou questionamentos quanto à regularidade do procedimento administrativo.
Ao justificar sua assinatura, Jô Cavalcanti afirmou que a CPI é um instrumento legítimo de fiscalização do Poder Executivo e relembrou que, há cerca de um ano, já havia denunciado a nomeação. Segundo ela, um requerimento anterior para convocar o procurador-geral do município, Pedro Pontes, foi rejeitado pelo plenário. A proposta de audiência pública acabou sendo derrubada por 22 votos a 11, mesmo após discussão sobre sua inclusão na pauta.
Com 12 assinaturas confirmadas, os vereadores favoráveis seguem em busca do último apoio necessário para que o pedido seja protocolado e a comissão possa iniciar os trabalhos de apuração no Legislativo recifense.

