
O presidente do Equador, Guillermo Lasso, declarou nesta quinta-feira (10) estado de exceção no país por 60 dias após o assassinato a tiros do candidato à Presidência Fernando Villavicencio. Isso permitirá a presença dos militares nas ruas.
A medida visa garantir a segurança das eleições gerais, mantidas para o dia 20 de agosto.
“As Forças Armadas, a partir deste momento, se mobilizam em todo o território nacional para garantir a segurança dos cidadãos, a tranquilidade do país e as eleições livres e democráticas em 20 de agosto”, disse Lasso.
O candidato de 59 anos foi baleado na cabeça e morto na noite desta quarta-feira (9) após participar de encontro com simpatizantes em uma escola de Quito.
Villavicencio era ex-congressista e candidato de centro-direita pelo Movimento Construye. Ele disputava a Presidência e estava em segundo lugar segundo pesquisa recente de intenção de voto com 13,2%.
Um suspeito do ataque morreu após ficar ferido em confronto com seguranças do candidato. Após o atentado, a polícia ainda detonou um dispositivo explosivo colocado no local do crime. Seis pessoas haviam sido detidas até a manhã desta quinta por suspeita de envolvimento no assassinato.
“Este é um crime político que adquire um caráter terrorista. Não temos dúvida de que este assassinato seja uma tentativa de sabotar o processo eleitoral”, afirmou Guillermo Lasso.
O atentado ainda deixou nove feridos, incluindo uma candidata ao Parlamento equatoriano e dois policiais.