Raffiê Dellon: “O evento do OP foi um jogo de cartas marcadas”

Mário Flávio - 26.07.2013 às 07:55h

20130725-123918.jpg

O vice-presidente da JPSDB Nacional, Raffiê Dellon, não poupou críticas ao lançamento do ciclo 2013 do Orçamento Participativo em Caruaru. Segundo ele, os organizadores do evento se preocuparam com a plástica do mesmo e deixaram de lado as pessoas, que tinham a intenção de usar a palavra.

No contexto

Louise: “Vamos ter o maior Orçamento Participativo de Pernambuco, quiçá do Nordeste”

Lino Portela explica ciclo do Orçamento Participativo de Caruaru em 2013

Zé Queiroz: “Na hora em que a prefeitura for franca e sincera nas informações, a gente ganha a confiança da população”

“Teve muito mais pompa do que o primeiro e o segundo lançamento do OP, até mesmo aquele em que vieram o ex-prefeito João Paulo e o vice-governador João Lyra. Foi tão participativo que ninguém da população teve a oportunidade de falar. Esse é um orçamento para inglês ver. Esse OP foi igual as conferências e pré-conferências realizados pela prefeitura de Caruaru, sempre os mesmos participantes”, disse.

Segundo Dellon, a palavra foi dada aos aliados da gestão. “Estava lotado o teatro João Lyra Filho, só que a maioria era funcionário da prefeitura. Os únicos líderes comunitários que falaram são ligados a gestão, foi um jogo de cartas marcadas. Eu sentei na primeira fila do teatro e esperava muito ser ouvido, mas nessa gestão é tudo assim. Temos um gabinete virtual que não é real, nada funciona nessa secretaria de Participação Social”, disparou.

Raffiê elogiou o diretor do OP em Caruaru, mas não poupou ao prefeito Zé Queiroz. “Lino Portela é uma pessoa esforçada, mas esse OP já foi lançado outras duas vezes e não dá para acreditar numa gestão que só atua de forma unilateral. Fiquei muito emocionado com o discurso do prefeito e lembrei muito de Sucupira”, ironizou.